No
Brasil, a tradução de inglês para português
e de português para inglês é aquela
que certamente apresenta o maior número de “profissionais”.
O cliente, que deveria ser o grande beneficiário
dessa maior oferta, no entanto, acaba desamparado frente à avalanche
de “tradutores altamente qualificados” que
surgem todos os dias. Alguns provenientes de um curso rápido
de idiomas, outros de uma estadia de um ano no exterior,
outros - mais raramente - de uma faculdade de letras ou
tradução.
Como
se sabe, o ofício de tradutor não está incluso
na lista
de profissões regulamentadas do Ministério
do Trabalho e Emprego. E o que isso significa? Que
não existe órgão que regulamente ou
fiscalize a “profissão” de tradutor.
Um tradutor profissional no Brasil é qualquer um
que ganhe a vida fazendo traduções. Não
se exige formação específica, não
se exige concurso público, não se exige habilitação
profissional. Você pode sair de um curso relâmpago
de idiomas e se auto-intitular tradutor.
Quem
atua na área de línguas sabe como é difícil
encontrar pessoas realmente habilitadas na leitura, redação,
transcrição e tradução tanto
de inglês para português como de português
para inglês.
Embora
o inglês seja de longe o idioma estrangeiro mais
ensinado no Brasil, dá-se mais importância
ao certificado que à real habilidade no idioma.
Infelizmente,
devido a questões político-educacionais,
o cliente muitas vezes não é versado o suficiente
no idioma estrangeiro para avaliar a qualidade do serviço
que lhe é prestado. Assim, abre-se um enorme espaço
para que pessoas sem a necessária qualificação
concorram livremente com profissionais sérios com
ampla experiência, profissionais que estão
continuamente aperfeiçoando suas técnicas
e aprimorando suas habilidades.
Esses
pseudo-profissionais chegam a oferecer seus serviços
a ¼ do preço de mercado. Você, caro
leitor, já parou para pensar como se consegue tal
milagre?
Vai
aí uma receita infalível:
1.
Divulgue trabalhos com altíssima qualidade a preços
baixíssimos e prazos curtíssimos.
2. Ao aprovar um pedido de orçamento [pode apostar,
vai ter muitos], coloque um anúncio na Internet para
ver quem faz a tradução por menos.
3. Os iniciantes, aprendizes, curiosos ou biqueiros [profissionais
de outras áreas que fazem tradução para
complementar a renda (“bicos”)] fazem suas propostas.
4. Se o trabalho for grande demais para o curto prazo prometido,
contrate vários deles, divida o trabalho em fatias e
passe uma fatia para cada um.
5. Quando o trabalho voltar dos seus colaboradores, basta montar
o quebra-cabeças e devolver ao cliente. Antes porém,
para que o cliente não perceba de imediato, dê uma
maquiada no texto para parecer uniforme.
6. Prontinho. Agora é só entregar e embolsar
o dinheiro do cliente. Ele provavelmente nem vai notar.
Em
praticamente quinze anos trabalhando exclusivamente com
traduções, tenho visto muita coisa impressionante
e o resultado desse tipo de “receitinha infalível” muitas
vezes acabou nas minhas mãos para fazer uma revisão
que é desgastante, demorada e que, ao final, custa
praticamente o preço de uma tradução
bem feita. É o velho “barato que sai caro”.
Ao
confiar sua tradução de inglês para
português e de português para inglês,
avalie com calma. Consulte mais de uma fonte, desconfie
de ofertas mirabolantes, pergunte se o trabalho será feito
do começo ao fim pelo mesmo tradutor ou se a empresa
garante a uniformidade de estilo, terminologia e diagramação.
Peça referências ou se possível solicite
uma amostra do trabalho para conferir a qualidade.
Dentro
desses critérios, a ADM tem ótima condição
de concorrer com as maiores empresas no mercado, prestando
serviços de excelente qualidade a preços
justos e prazos muito competitivos.
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